terça-feira, 13 de novembro de 2007

Prefeitura tem projeto piloto para modernizar as feiras















Enquanto isso, branda fiscalização e amizade entre feirantes e moradores garante seu funcionamento.



A maioria dos moradores próximos a Feira de Fátima dizem não se incomodar com a mesma. Os próprios feirantes ratificavam isso em seus depoimentos. Dona de um gabinete que fica em frente à feira, Ayla Rocha disse não se incomodar com eles, nem mesmo com a ocupação que os feirantes fazem da sua garagem, obrigando-a a colocar o carro um pouco distante da sua casa. Pelo contrário, Ayla afirmou que a prefeitura deveria dar mais apoio a eles, fornecendo barracas padronizadas, uniformes e barris para que fosse colocado o lixo. Ela afirma que suas próprias clientes consomem os produtos vendidos.

Na esquina da feira encontra-se o Bar "O Ciron". Nossa equipe de reportagem falou com seu dono, Nicolau Ari Braga, mas este não gostou de nossa abordagem. O que foi conseguido foi um "Os incomodados que se retirem". A única coisa que o incomodava, no início, era a presença da feira nas duas ruas que ficam ao lado do seu bar. Quando perguntado se era verdade que guardava as balanças dos feirantes no seu bar, este preferiu não se pronunciar.

Dona Antônia Carla discorda da maioria dos seus vizinhos, que segundo ela, possuem "mentalidade de favelados". Ela afirma que está na sua casa de passagem, mesmo morando no bairro há 15 anos. Nascida na Paraíba, Antônia desabafa, "A feira não é muito bem vista por causa da sujeira. Junta muito ladrão no dia. O lixo fica acumulando até o outro dia. A feira a cada dia está se acabando". De fato, como percebemos, o número de clientes não era muito grande. Antônia reclamou também que a feira já estava chegando na garagem de sua casa, impedindo a entrada e saída do carro usado freqüentemente pelo marido para a instalação de toldos pela cidade.



Para Antônia, a feira não é barata, valendo mais a pena comprar no supermercado. Ela diz que Nicolau Braga, o dono do bar, não reclama da feira, pois os feirantes vendem mais barato para ele.














Analisando o preço dos produtos da feira com os de um supermercado de Fortaleza constatamos que dona Antonia estava correta. O quilo da goiaba que custa 1,44 R$ no supermercado, custa 2 R$ na feira. A unidade do abacaxi que custa um real na feira, custa 0,95 centavos no supermercado. A única diferença é que o quilo da uva custa quatro reais na feira e no supermercado 5,25 R$.

Josélia Monteiro Silveira, chefe da fiscalização da feira, diz que a responsabilidade da vistoria é da Secretaria Regional IV. O seu trabalho consiste em fiscalizar a limpeza e a organização da feira e ter noção se as medidas adotadas estão sendo compridas, como um espaço destinado para a locomoção de deficientes físicos. Segundo Josélia, existe um projeto piloto para a padronização das barracas e do uniforme e para o cumprimento do recolhimento do lixo pela Emlurb.

Como dito por Josélia, e verificado por nossa equipe de reportagem, o lixo foi recolhido no mesmo dia da feira. Sem deixar qualquer entulho nas ruas.
Mais informações:

sábado, 10 de novembro de 2007

Pauta

Equipe: Carlos Marcelo Oliveira, Marina Mamede , Sérgio Valente

Pauta: Lixo produzido pelas feiras, especificamente, a feira de Fátima.

Contatos: Emlurb e Ecofor.

Objetivo: Ver o quanto o lixo produzido afeta feirantes e moradores e saber que leis regulamentam a existência da feira.